Atividades rotineiras como fazer uma ligação, acessar a internet ou acompanhar as populares redes sociais ainda estão distantes dos moradores de áreas rurais de vários municípios gaúchos. Em alguns casos o problema afeta inclusive bairros mais distantes dos municípios.
O deputado estadual Edegar Pretto (PT), intermediou reunião nesta quarta-feira (06) entre representações dos dois municípios com o gerente regional da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, Rafael André Baldo de Lima. O encontro foi na sede da Agência, em Porto Alegre.
O Parlamentar cobrou respostas aos problemas que as famílias do campo enfrentam, e formas de pressionar as operadoras para que façam estudos para melhorar a cobertura, com solução em curto prazo. Conforme o relato, o serviço de internet só é possível quando há a contratação de empresa que ofereça antena no sistema rádio. “Isso é inviável para muitos porque há, além da mensalidade, os gastos com a instalação e a compra do equipamento”, observou.
Conforme o presidente da Câmara Municipal de Encantado, vereador Luciano José Moresco (PT), as comunidades do interior estão desassistidas. Do total de quase 23 mil habitantes do município, cerca de dois mil estão na zona rural. Segundo ele, a maioria trabalha com suinocultura e avicultura, e não têm telefone e nem internet para ações como cotidianas como comprar ração, ligar para um veterinário ou acompanhar informações dos respectivos setores. Informou também que a Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Comercial de Encantado realizou pesquisas de insatisfação e encaminhou o resultado à Promotoria pública do município. Conforme a pesquisa. 89,1% dos entrevistados se dizem insatisfeitos com os serviços prestados, e 84,4% insatisfeitos com sinal existente. “Os trabalhadores precisam se deslocar de carro até determinados pontos ou até mesmo ir até a cidade para encaminhar coisas básicas que poderiam ser resolvidas com uma ligação, email ou mensagem”, relatou.
O gerente regional da Anatel disse que, por questão de legislação e edital de contração das operadoras, a agência tem recebido uma série de reclamações sobre a cobertura das operadoras, mas que em função do texto dos editais agora encontra dificuldades para que as empresas de telefonia cumpram suas obrigações além dos municípios sedes em que estão instaladas. Com os instrumentos legais a Anatel não pode cobrar das empresas o que não consta no edital que estabelece as regras de prestação de serviço, mas que juridicamente estudam meios para mudar o regramento.
No Rio Grande do Sul, a empresa OI é a responsável por expandir telefonia móvel para localidades do interior. A orientação é que as lideranças políticas busquem intermediação com a empresa para encontrar soluções imediatas ou, ao menos, minimizar a falta se estrutura. “Os dados são preocupantes, pois esta situação representa problema para o crescimento da nossa agricultura e um entrave para o desenvolvimento do Vale do Taquari”, conclui o vereador Luciano Moresco.

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